Fernando Torres morreu de enfisema pulmonar, aos 80 anos de idade, nesta quinta-feira (4), na sua casa, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, segundo informações da "Globo News". Já bastante debilitado, o ator já não aparecia em público e, em 2006, foi internado com traumatismo facial depois de um acidente doméstico. Fernando Torres foi um dos mais importantes atores de teatro e cinema no Brasil. Ele era casado com a atriz Fernanda Montenegro.
Eles tiveram dois filhos, o diretor Claudio Torres e a atriz Fernanda Torres. O ator nasceu no Rio de Janeiro, no dia 14 de novembro de 1927, e estreou no teatro com a peça “A Dama da Madrugada”, em 1949, ao lado da também iniciante Nathália Timberg.
Definido pelos seus amigos e companheiros de cena como um homem educado e extremamente inteligente, Fernando é considerado um dos mais atuantes produtores na cultura nacional. Em 1957, fundou o Teatro dos Sete, ao lado de sua esposa, do ator Sérgio Britto e do também diretor Gianni Ratto. “Fico triste pela família Torres, pelo Brasil, pelo cinema brasileiro que perde com certeza um de seus melhores profissionais”, afirmou a atriz e amiga Arlete Salles, ao canal.
O ator Tony Ramos ficou emocionado ao falar do amigo. "Ele falava sempre uma expressão bonita quando falávamos da vida do ator. Eu dizia que a gente tem que trabalhar, ter emoção para tudo, no final ele dizia: É claro!. E esse "é claro!" dele encerra para mim o que era o ator. Ele era um amigo muito querido.
Esse é o Fernando que vou lembrar", declarou. Eva Wilma também falou sobre Fernando Torres. "Era um homem extremamente bem humorado. Fernando soube viver. Era um ator inspirado, talentoso, bem humorado. Uma pessoa com cidadania muito intensa", disse.
O ator e diretor Miguel Falabella lembrou o gosto pelo teatro.
"Fernando era um homem inteligente, culto, apaixonado pelo trabalho. Ele vivia teatro, tinha uma família teatral e gostava de quem gostava de teatro", falou. Fernando Torres estreou na TV Globo dirigindo a novela “Minha Doce Namorada”, em 1971. De lá para cá, reuniu sucessos de direção e atuação com personagens como o Tio Romão, em ‘Amor com Amor se paga’. Atuou ainda em ‘Baila Comigo’, ‘Sétimo Sentido’, ‘Amor com Amor se Paga’ e ‘Zazá’. Seu último trabalho na emissora foi o personagem Alessio Lacerda, em ‘Laços de Família’, de Manoel Carlos, em 2000. No cinema atou em longas-metragens de sucesso, tais como: “Ação Entre Amigos”, “A Ostra e o Vento”, “Veja Esta Canção” e “O Redentor”, de 2004, ao lado de sua esposa, Fernanda, e sob a direção de seu filho, Cláudio. Sua impecável direção em “O beijo no asfalto”, de Nelson Rodrigues, lhe rendeu o título de diretor revelação. Após o término da companhia, em 1966, ele passou a dirigir espetáculos que o consagraram em sucessos de público e crítica, como “A Mulher de Todos Nós”, de Henri Becque e “O Homem do Princípio ao Fim”, de Millôr Fernandes. Sempre inserido no universo da cultura teatral, recebeu o Prêmio Governador do Estado da Guanabara com “Amante de Madame Vidal”, de Louis Verneuil, onde revelou uma visão crítica sobre os costumes da época, em 1973.
Três anos depois, foi eleito melhor ator pela Crítica Teatral da Cidade de São Paulo. O corpo do ator será cremado na sexta-feira (5), às 14h, no Memorial do Carmo, Cemitério do Caju, zona portuária da cidade.
Fonte:MSN
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