É unânime: quem tem hoje entre 20 e 30 anos de idade, carrega as mesmas lembranças sobre filmes, novelas e programas de TV, e acompanha desde o início a carreira de algumas das celebridades que hoje brilham nas telinhas. É o caso da apresentadora Angélica, da atriz Deborah Secco, e dos músicos Jair Rodrigues, Sandy e Junior Lima.
Ao longo da vida, Angélica já apresentou diversos programas de TV, mas o início na carreira artística se deve à beleza da loura. Aos quatro anos de idade, Angélica foi eleita a criança mais bonita do Brasil, ao participar do programa do Chacrinha.
Com Deborah Secco, o caminho foi inverso: ganhou pelo talento, sendo chamada para atuar na novela “Mico Preto”, aos oito anos. Cresceu diante das lentes e foi eleita a celebridade mais sexy de 2008, segundo a revista IstoÉ Gente.
Jair Rodrigues, mais conhecido como Jairzinho, fez dupla com a cantora Simony, logo após o término do grupo de sucesso Balão Mágico, do qual foi integrante na década de 80. Jairzinho preferiu se dedicar integralmente à música e se mudou para os EUA. Já adulto, voltou ao Brasil e inaugurou a gravadora Trama, ao lado de alguns outros filhos de famosos.
Já Sandy e Junior vieram de uma natureza artística e o caminho para a fama foi natural. Filhos do sertanejo Xororó, nasceram, cresceram e souberam muito bem aproveitar a visibilidade que sempre tiveram. Depois de mais de 10 anos de carreira, a dupla Sandy & Junior se desintegrou, mas os irmãos consolidaram seus nomes e fazem sucesso em carreira solo por onde passam. No entanto, há também aqueles casos de artistas que fizeram sucesso arrebatador na infância e chegaram a ser considerados prodigiosos, mas acabaram caindo no esquecimento.
Ex-vocalista do grupo Polegar, o cantor Rafael Ilha, que conquistou crianças e adolescentes na década de 80 e 90, é um exemplo de quando a fama e o dinheiro sobem à cabeça. O envolvimento com drogas e a criminalidade fizeram com que o rapaz passasse por reformatórios, cadeia e até manicômios.
Longe de ser um garoto-problema, mas ainda assim deixado para trás pela própria fama, Juninho Bill, que sem dúvida foi o mais expressivo astro mirim do grupo Trem da Alegria, já se aventurou como jogador de futebol e tentou emplacar uma banda independente de rock, mas acabou desaparecendo definitivamente de uns anos para cá.
A infância passa rápido, mas deixa marcas para sempre, seja na vida dos famosos ou dos anônimos. No caso dos pequenos astros, mesmo que o assédio dos fãs e da imprensa sejam encantadores, a rotina de trabalho é bem puxada. Há que se trabalhar, sim, mas sem jamais esquecer que crianças devem rir, estudar e, sobretudo, brincar. Feliz Dias das Crianças para todos os leitores!
Astros mirins que deram certo
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